Finalmente, o último de dia aula.
É claro que, para mim, assim como para tantos outros, essa é apenas uma pequena pausa e daqui dois meses, a rotina voltará ao normal.
Sinceramente, isso não me abala de nenhuma forma triste, muito pelo contrário: eu levanto as mãos pro céu e agradeço por poder ter dois meses de puro sossego, sem ter que olhar para a cara de tanta gente e agüentar tanta falação.
E não é que hoje, num dia glorioso como esse, tem gente que acha ruim?
Tá, tudo bem, passar dois meses longe dos amigos é chato, mas não é o Fim do Mundo. Existe telefone, MSN, Orkut, SMS, telegrama, sinais de fumaça, qualquer coisa para manter o contato.
Ninguém lá (na minha escola, e acredito que na sua seja igual) mora do outro lado da cidade para que impossibilite eles de saírem juntos nas férias. E são dois meses! Dois meses que passam voando! Rapidinho já voltarão a se ver todos os dias, até cansar.
Mas tudo bem, existem os alunos do terceiro ano e para eles, pode ser que muitos não se vejam mais com certa freqüência. Alguns até, nunca mais se verão.
Mas okay, okay, é compreensível.
Agora pare e olhe por outro ângulo: você nunca mais verá aquela garota metida que vira a cara quando você passa, ou aquele professor que adora infernizar a sua vida. Se verá livre da comida horrorosa da cantina ou das tias chatas que ficam patrulhando o corredor na hora das aulas. Liberdade total de agora em diante!
Isso sim é motivo para se comemorar não é? Não é?
Bom, acho que não é assim que pensam os alunos da minha escola.
Acredito que você já tenha assistido Malhação alguma vez na sua vida. Vamos lá, admita, ao menos um episódio você já viu, mesmo que involuntariamente (talvez sua prima chata estivesse na sua casa, repetindo sem parar "Ah não! É hoje que o Marquinhos vai beijar a Camila! Não-posso-perder-esse-episódio-por-nada! Desliga esse video-game estúpido e me deixe ver a TV" e você foi obrigado a assistir).
E com certeza já assistiu àquele último episódio da temparada, quando todos os futuros astros da novela das oito estão saindo, e um bando de retardados futuras-estralas-das-oito estão entrando.
Os grupinhos falsos... quero dizer, de amigos fiéis e inseparáveis está se separando; o casal de namorados trocando aquelas juras de amor eterno e prometendo se casarem após a faculdade; outro grupo marcando de zuar muito nesse período antes de entrar para uma faculdade... E mais dois ingredientes essenciais: Choro e o tema da novela tocando de fundo.
Pois bem, imaginou?
Foi exatamente assim o dia de hoje. Éééééé, um episódio de Malhação ao vivo. De.li.ci.ous!
E lá estávamos nós, vendo tudo do alto da escada, toda aquela encenação de choradeira, grupinhos pulando ao som de Jota Quest... Mas espera um segundo! Aquele pessoal ali chorando NÃO são os formandos! E nem aquele outro grupinho ali...
Resumindo, 80% das pessoas que estavam se achando estrelas da Malhação não eram de futuros calouros em alguma faculdade, era aquele pessoal retardado do segundo ano que voltaria a se ver em dois meses!
Tenha santa paciência! Pra que tanta encheção de saco? Pra que ficar chorando se em dois meses, DOIS MALDITOS MESES estarão juntos de novo? Ah, vai ver se eu estou na esquina!
PS: Assim que o portão foi aberto, fui a primeira a por os pés para fora da escola. Seria isso bom ou ruim?
sexta-feira, novembro 30
Final de temporada.
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BeleCroft
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15:54
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quarta-feira, novembro 14
Lâmpada apagada.
Olá.
Há uns dias eu venho pensando em postar alguma coisa. Mas não postar "qualquer coisa". Na verdade, eu tinha bastante coisa em mente.
Sei lá, eu tenho essa mania de quando estou sem fazer nada, começar a pensar em posts. E eis que eu vivo pensando em algo legal (ou que não seja absolutamente chato) para postar aqui. Mas a raíz do problema consiste na minha "desligação das coisas". É, eu sou desligada.
Tudo bem, eu poderia parar agora e começar a falar sobre o fim do Harry Potter. Eu até iria mesmo falar sobre isso. Mas foi só sentar na cadeira do computador para todas as minhas idéias sobre o livro se esvairem. Assim, fácil, fácil.
E também aconteceu a mesma coisa quando eu pensei em falar sobre os últimos dias na minha escola, sobre alguns acontecimentos recentes, sobre um diário perdido que eu achei recentemente ou sobre alguns pensamentos.
Eles ficam reboando na minha cabeça. Mas na hora de concretizá-los, todos somem. E eu fico me sentindo uma estúpida.
É meio como aquela propaganda, do Banco Itaú, se não me falha a memória: Quando a criatividade bater à sua porta, responda. Ela não costuma chamar duas vezes.
Acho que eu deveria prestar mais atenção nisso. Ou então, viver com um caderninho de anotações sempre a mão.
As idéias, sempre aparecem nas horas que definitivamente "não dá". Eu já cansei de acordar no meio noite, e do nada, vir uma melodia ou uma letra de música, toda formada na minha cabeça, e pensar: "Hey! Isso é legal! Faria sucesso..." mas acabo virando pro lado e dormindo de novo. Quando acordo, não me lembro nem de ter acordado. Ou, voltando da escola, pensando numa história fantástica para rechear um livro. Mas acontece que assim como a música, depois de um tempo ela some, sem nem deixar vestígios.
E que fique a dica.
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BeleCroft
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20:12
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terça-feira, outubro 30
Memória Musical.
É normal você associar musicas à pessoas.
Normal associar aquela baladinha romântica dos Beatles ao seu namorado (a); associar "Anarchy in the UK" aos tempos de escola com os amigos; jingles promocionais que remete a infância...
Isso tudo é muito normal. E é bem gostoso também.
Ouvir aquelas notas da introdução que você conhece tão bem, e que te fazem lembrar tantas coisas, depois, o refrão que você canta junto. Às vezes, um filme inteiro de lembranças passa pela cabeça. A trilha sonora da sua vida tocando, e você lá, vendo tudo "de camarote".
É, nostálgico.
Mas tem vezes, que só o fato de ouvir um certo artista/música (mesmo que seja um artista/música que você não goste muito, ou não conheça direito), já vem um turbilhão de emoções. Coisas bem insanas de vez em quando.
O que muitas vezes é curioso, é que durante a época em que você ouvia esse certo artista/música, ele não era seu artista favorito, não era o top nas rádios, nem seus amigos curtiam ele. Então, porque cargas d'água, ao ouvi-lo, tantas lembranças surgem?
Talvez, com o tempo, coisas que não tinham nenhum valor há um tempo atrás, hoje em dia seja muito significativo, mesmo que você não se dê conta. Consciente ou inconscientemente, talvez.
E tem também, aquela música que você achava simplismente o máximo, mas não compreendia direito o que ela queria dizer. E, ao ouvir ela depois de muito tempo, percebe que ela dizia exatamente tudo o que você sentia, pensava, fazia naquela época. Mesmo que você não tenha se dado conta antes. Como se fossemos regidos por cordas invisíveis. Na verdade, como se fossemos apenas os participantes de um grande reality show à lá Thruman, sem que soubessemos. E essa música, nós não compreendíamos (pois não compreendíamos muito bem o que estávamos vivenciando) direito, mas o grande diretor sabia. Porque ele sabia o que se passava.
Tá, sem noção.
Mas é só quê, músicas não deveriam nos marcar tanto. Para momentos bons, tudo bem, é legal. Mas tudo que é bom, tem o lado mau. Aqueles momentos ruins, chatos, que você definitivamente gostaria de esquecer. Mas, esses momentos também foram embalados por notas musicais, e ao repeti-las, os mesmos sentimentos ruins vêm à tona, emergindo para a superfície. Chato isso.
Eu mesma, não escuto mais certas musicas que eu ouvia com grande freqüência tempos atrás, porque trazem "más lembranças".
Isso não deveria mexer tanto com a gente. Ah, sentimentos, quem poderá compreendê-los?
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BeleCroft
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16:39
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quinta-feira, outubro 11
Torta de Carmim.
Imagine o azul. Agora o amarelo, depois o laranja e o verde.
Imaginou? Agora, imagine o turquesa ou o carmim, não foi diferente?
Não sei se com todas as pessoas acontece isso, mas eu, quando imagino essas duas cores, por exemplo, imagino coisas diferentes do que elas realmente são.
Deixe-me explicar melhor. Quando eu pensa no amarelo, vem a cor amarela na minha cabeça. Tudo bem, normal. Imaginar o azul ou o verde, a mesma coisa. Agora, se eu penso em turquesa, a cor que vem imediatamente à minha cabeça não é o azul-turquesa, e sim um tom de lilás leitoso.
Tá difícil entender? Então, vou explicar.
Para mim, as cores seriam como "águas coloridas". O azul, o amarelo, o verde... Possuem uma consistência bem aquosa mesmo. Como quando joga-se corante na água. Isso seriam as cores neutras. Agora, quando a cor vai ficando mais esbranquiçada, mais "leitosa", seria como se jogasse o corante no leite. Tá dando pra compreender? xD
E quanto mais "leite" for acrescentado às cores, mais consistente a cor fica. Desse modo, o azul teria a consistência de água, enquanto que o turquesa, aliás, o meu turquesa teria uma consistência mais firme, quase como leite condensado.
E então, que cor vem à sua mente, quando eu digo turquesa?
O carmim, é outra história. A primeira coisa que surge na minha cabeça, quando eu vejo essa palavra, é uma torta. Daquelas, iguais as dos filmes. Massa embaixo; recheio; e coberta com tiras de massa, formando uma "cestinha". Mas o carmim não é bem a torta em si, mas o recheio. Então, para mim, a cor carmim é um recheio de torta. Mas, ao contrário de imaginar um recheio vermelho (já que carmim É vermelho), eu imagino um recheio meio amarelado, com consistência de geléia. Pronto, aí está o carmim.
Coisa estranha. Isso são cores, são tons! Por que imaginar tanta besteira? Elas, de fato, não existem. Mas o quê no Mundo existe? Uma cor não á algo palpável, não é algo que você possa encontrar quando sai por aí na rua.
Cores não são como peixes ou frutas. Você não pode dizer:
" - Olha! Um azul voando!"
Cor azul não. Coisas azuis podem voar, mas não uma cor. Então, por que imaginá-las? Por que imaginá-las com formas e texturas? E por que então, imaginá-las diferentes do que elas são? Por acaso, elas são?
Deixa de viagem, garota.
Até outra hora.
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BeleCroft
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13:51
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terça-feira, outubro 2
A Day in the Life
Olá, tudo bem?
É, fazia tempo que eu não começava uma postagem com uma saudação. Pra ser franca, acho que nunca comecei uma postagem com uma saudação. Que seja.
"Olá, tudo bem?"
É, comigo até que as coisas vão bem. Sabe, nada de "muitíssimo bem, obrigada", mas também nada como "é... vai indo".
Mas tudo está estranhamente calmo. Ou seria estranhamente tedioso?
A vida vai seguindo, sem nada de incrível ou de péssimo acontecendo. Apenas coisas normais, momentos normais, conversas normais...
Nada de excitante; nenhuma bomba à beira da explosão; nenhum mistério para desvendar; nenhuma aventura; nenhuma desgraça; nem mesmo um aviãozinho de papel pairando sobre o lago.
Não que eu esteja reclamando, sabe?! Isso é até bom.
Mas, às vezes, sente-se falta de algo maior. Uma situação inesperada, um susto, aquele arrepio na espinha, um sorriso tímido, borboletas no estômago ou até mesmo aquele "Oi" que você jurava que não veria em um mês.
Sabe quais são minhas preocupações atuais? A prova do meio do curso de inglês, a espera interminável pela tradução/chegada do Harry Potter e o motivo do meu computador não querer abrir as imagens das páginas da internet. E só. Até o fato de eu não conseguir comentar em blog nenhum passou. Na verdade, me conformei. Ficar gritando com o computador e fazendo tudo que é possível para arrumar não adiantou até ontem, não será hoje que irá funcionar. Cansei.
Também cansei das minhas mensagens subliminares. As que estão em seus devidos lugares, continuarão, mas não vou colocar mais nenhuma nova (por enquanto), em lugar nenhum. Elas, aparentemente, não surtem efeito algum. Vou continuar esperando, se alguma possível resposta-subliminar aparecer, quem sabe... Não, não vai aparecer. Só eu sou tola o suficiente pra continuar com isso. É, é a vida.
Então, o que fazer agora? "Ah, esperar terminar de baixar 'Noites Sem Fim' e ler".
Mas, e depois? O Depois, ninguém nunca pensa no depois. Palavra estranha, d-e-p-o-i-s. Uma palavra que indica o que vem a seguir, o resultado, os frutos que você irá colher depois. Será que depois de hoje, alguma coisa vai mudar? Eu rogo para que mude, mas se não mudar, tudo bem, também. Será só mais um dia na vida.
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BeleCroft
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15:49
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