domingo, setembro 23

Strange Days

Existe tanto a fazer, e tão pouca vontade de executá-las.



Ao invés de ir ler o livro para o trabalho de Literatura, ficar se preocupando com a Last.fm que não está enviando as músicas para o perfil.
Pouco mais de vinte volumes para terminar Sandman, e já sair procurando HQ's novas para baixar.
O tempo que poderia estar estudando, estou aqui.
Os dias que poderiam ser gastos com algo útil e proveitoso, são apenas vividos, matando-se o tempo...


Aonde foram parar os sonhos dela?


E tudo perde o sentido, as coisas à volta, as coisas em si, as coisas... E as pessoas, e as idéias, e tudo o mais.


Qual o sentido de vir aqui, e ficar falando montes de palavras sem sentido?
Talvez, querer maquiar o que está na cara, o que qualquer um pode ver. Despistar.
Ou apenas, a falta de criatividade. A criatividade, aquela que fugiu ao ver todos os sonhos, os poucos, se dissiparem. Aquela mesma que, sem saber, abandonou tantos outros.


Tá, já me perdi na minha linha de raciocínio (se é que eu estava segundo alguma), mas o fato é que, eu não tenho mais vontade de nada.
Acabou. Finite.

Mas é claro que vontades eu tenho. Vontades fúteis como querer ir ver um filme ou comer pizza. Mas eu digo que eu estou sem vontades grandes. Como a vontade de mudar, de radicalizar, de fazer algo grande, vontades que durem pela vida, sabe?!

Mas eu acho que eu estou esperando o momento de ter essas vontades. Na verdade, não acho que EU é que esteja esperando, mas sim a VONTADE que esteja esperando.

"Come on baby, light my fire!"
;)

segunda-feira, setembro 10

Nightmare before... Dream?

Será que é só quando temos um pesadelo, que acordamos para a realidade?
Mas mesmo assim, mesmo tendo visto tudo aquilo de frente, exposto, bem na minha cara, eu não consigo criar coragem para impedir.
Talvez, quando eu tomar uma decisão, será muito tarde. Ou talvez não.
Não sei se a palavra certa seria decisão, mas sim, coragem. É, essa encaixa melhor.

Acordar de madrugada, com seus medos escancarados, lágrimas no rosto, ficar deitada até a hora de levantar.
É, não é legal. E se isso aconteceu só com um sonho, imagine se fosse (porque não, aquilo não foi nem um espectro da realidade [eu espero]) real?

Melhor providenciar os anti-depressivos, camaradas. Vou precisar de muitos.
(Igual aquele cara, que eu não sei se eu li em alguma história, se foi fato verídico, ou sei lá qual porra, que morreu ingerindo anti-depressivos, e na perícia médica, encontraram comprimidos que ainda nem tinham sido digeridos. LOL)

Olha que legal. Hoje é dia 10. Dois meses atrás eu tava mega feliz com vários... acontecimentos, e daqui dois meses, estarei feliz de novo com uma coisa que estou esperando há anos! E hoje, esse "bagaço". Irônico, não? (não)

Desligando, e encomendando sacas de anti-depressivos. Para ter o mesmo fim que meu amigo lá de cima.

sábado, setembro 1

Orkut e suas sábias palavras. (E se...)

Sabe o que é você gastar todas as noites, pensando em alguém?
Bom, eu acredito que você saiba. E se não sabe, deve fazer alguma idéia.
Pois então, lá fico eu, noites e noites, até o sono chegar, até eu começar a sonhar... Eu fico pensando. Às vezes, imaginando coisas: Como as coisas poderiam ser no meu Mundo Perfeito; ou como algo poderia ter sido diferente se eu tivesse dito alguma coisa, ao invés de deixar aquele momento passar.
Mas em todas as noites, todos essses pensamentos chegam em um mesmo ponto, um mesmo alguém.
Nha, mas não é sobre isso que eu quero falar.

Daí, você abre o Orkut, inocente, e lê algo como:

Sorte de hoje: Faça apenas o que o coração manda.

E aí você fica se perguntando, se você deve mesmo fazer o que o seu coração manda. Mas, e se fizer o que o seu coração manda for algo que possa dar errado? E se você fizer o que o seu coração manda e acabar perdendo o pouco que você ainda tem? Mas, e se fizer o que o seu coração manda, for exatamente o que você precisa fazer?

E se...

Então, eu acabo vindo aqui, com tudo isso atormentando minha cabeça, sem coragem para fazer nada do que eu gostaria de fazer.
Sabe o que eu queria mesmo ter coragem para fazer?
Bom, apenas os tolos iriam querer perder seus minutos lendo o que eu queria fazer, se tivesse coragem. Esses mesmos tolos, como eu, que relutam, mas acabam acreditando no Amor.


PS: Post dedicado? Sim.
PS2: Para quem? Advinhe. (não precisa ser muito esperto para saber)

terça-feira, agosto 14

Grito

Teoricamente, nós falamos para sermos ouvidos. Certo?
Mas será que nós sempre falamos com a intenção de sermos ouvidos?
Eu acredito que sim. E mais, acredito que falamos, queremos ser ouvidos, mas acima disso, queremos ser ouvidos por alguém.
Mas não por qualquer alguém, e sim, um alguém especial.
Nós não saimos por aí falando verdades para o vento, nem para ouvidos perdidos. Mas nós queremos atingir um certo ouvido pelo caminho. E seja lá quantos ouvidos aquelas palavras chegarão, só um ouvido importa, saca?

Eu mesma, escrevo aqui porque quero que as pessoas leiam.
Não só para algum perdido que surge por aqui, mas para pessoas especiais, pessoas à quem as vezes escrevo inconscientemente (ou não).

Se eu quisesse apenas desabafar, compraria um caderno ou um diário, escreveria várias bobagens lá, o esconderia e pronto. Ninguém, jamais saberia de nada.
Mas quando eu venho aqui e escrevo, estou partilhando com vocês, deixando minhas idéias, desejos, minhas fantasias, tudo isso para ser lido e compreendido (ou não) por alguém (ou por ninguém).
Estou querendo que alguém, ou alguém o leia.

E, daí eu me pergunto, se consegui o que queria.

Será que todas as pessoas fazem isso? De sair por aí escrevendo/falando porque querem ser lidas/ouvidas? Por que querem atingir um alguém? Por que sabem que atingirão alguém?

Isso tudo é tão confuso. Complexo, vago, confuso... Mas simples nunca.
E eu quero ser ouvida, quero atingir as pessoas. Cada uma de uma forma diferente, por motivos diferentes e com intenções diferentes.

Mas será que eu consegui alguma vez?

Até outra vez, quem sabe...
Outro dia... outra hora... outra vida, quando formos gatos.

quarta-feira, agosto 1

Divã

Desde o dia em que eu comecei a pensar em criar um blog que fosse só meu, para eu vir e ficar faalndo um monte de baboseiras, eu fiz um pacto comigo mesma de que não viria aqui, bancaria a depressiva e começaria a distribuir meus problemas e minhas decepções. Sabe, eu acho isso tão ridículo.
Todos temos problemas, e você não precisa ficar lamentando o quanto sua vida está uma merda e sair disponibilizando na internet.
Mas ao mesmo tempo, também não via o blog como uma matéria de jornal, onde eu teria um assunto e trataria dele. Passaria longos minutos redigindo um texto questionativo/conclusivo e pronto.
Não.
O blog seria um lugar para falar algumas coisas que eu penso, colocar um pedaço meu para fora, compartilhar idéias com quem quer que fosse. As vezes eu misturo tudo e faço de minhas lamentações um artigo e pronto. Virou um post.

Mas ultimamente, sei lá, anda tudo sem sentido sabe? Tudo ficou chato, coisas que me davam prazer agora me deixam entediada e o que antes me entediava me fazem ter vontade de me suicidar!
Nem eu sei o que anda acontecendo, à minha volta, mas eu não me vejo mais como eu era antes.
Tá, isso soou meio radical, e não era isso o que eu queria. É só que agora as coisas parecem ser tão diferentes!Por exemplo, se todos os dias você acordava e ia dar uma volta na praça, via pessoas indo passear com seus cachorros, crianças brincando... E você fazia isso todos os dias. De repente quando você vai até a praça dar a sua volta rotineira, percebe que aquela mesma praça é cheia de cocô de cachorro, crianças chorando e se batendo e você não consegue sequer imaginar como gostava daquilo antes! Simplismente mudou. Tudo mudou! Como se você acordasse de um sonho, ou algo assim.
Mais ou menos assim que me sinto.
E eu não sei o que me faz vir aqui e falar essas esquisitisses que não dão para compreender. Eu simplismente tenho vontada de vir e falar. Pronto.
E isso é tão chato. Eu sento aqui e fico falando um monte de coisa sobre a minha vida, e qualquer estranho pode vir aqui e ler. Mas ao mesmo tempo é bom, saiu tudo. Agora tô melhor.
Não que agora eu volte a enxergar a praça como um lugar doce e amável, mas consigo ver cachorros brincando felizes e crianças se batendo. Tudo junto, e tudo se equilibrando.
Que coisa mais chata que é essa vida.