Qualquer um sabe que a qualidade de ensino público de São Paulo está longe de ser considerada exemplar. Longe até de ser considerada "razoável".
Educação nunca foi prioridade nesse país. Sempre foi meio esquecido, deixado de lado, empurrado com a barriga...
Depois de resultados catastróficos naquele Saresp do ano passado (e de qualquer concurso que foi realizado), o excelentíssimo Governo de São Paulo criou uma coisa maravilhosa, que acabaria com todos os problemas da educação num piscar de olhos. Era o sensacional: Jornal do Aluno!!
Nele, teríamos todas as matérias, com tudo que um aluno precisa saber. Isso é, realmente, uma ótima coisa!
Um jornalzinho medío... Err, um jornal bem estruturado, completo, que supre todas as necessidades que um aluno que está prestes a entrar na faculdade precisa. E quem se importa com o fato de o 2º e o 3º ano estarem usando o mesmo (você leu certo. É o mesmo. Não disse que era parecido, que tinha uma ou outra questão igual. É exatamente o MESMO) jornal?
E o melhor, é que depois de um árduo estudo baseado nas informações contidas nesse material, faremos uma prova que irá mostrar ao Brasil inteiro que essa solução foi boa e que o Governo Estadual é fabuloso! É, seus problemas acabaram, senhor Governador! =D
Okay, agora falando sério, desde que as aulas começaram há quase dois meses, ninguém aprendeu absolutamente NADA. As lições desse jornal são estúpidas, quase uma ofensa aos alunos. A parte de português chega a ser deprimente. Qualquer criancinha da 4ª série saberia fazer os exercícios propostos e ainda fazer um desenho no final da aula. Química, física, biologia e geografia são apenas gráficos. E nem é algo que precise de muito raciocínio. Só bater o olho e dizer 'Ah, a taxa de crescimento de X coisa foi maior que a de Y coisa'. Porque são todas as questões iguais, só muda o nome.
As aulas de história foram ótimas (mas é preciso querer mesmo prestar atenção na aula. O nosso professor tem o dom de fazer os alunos cairem no sono. Eu gosto das aulas dele [tá, sou a única com essa opinião na escola], mesmo tendo que balançar a cabeça de vez em quando pra me manter acordada.), não por causa do jornal, mas pela ausência dele. O professor só pediu para que fizéssemos os exercícios, todos de uma vez e entreguasse, já que ele precisava mostrar isso à Delegacia de Ensino. As primeiras aulas foram cheias de críticas e comparações ao período da ditadura. Tá certo que ele me deixou com um certo medinho do futuro próximo. Enfim, foi o primeiro a começar a passar matéria (teria começado antes se ele fosse menos enrolado xD).
Bom, voltando a falar da proposta do jornal, iremos fazer uma prova nas próximas semanas (ninguém sabe ao certo quando ou como será. Essa é mais uma coisa ótima desse jornal: ninguém sabe de absolutamente nada do que vai acontecer) para avaliar o quanto foi eficiente esse jornal. Pois bem, desde o começo do ano, a idéia que rondava nossas cabecinhas juvenis era a mesma: boicote. Se todos deixassem de fazer a prova; ou respondesse tudo errado; ou fizesse um sei-lá-o-quê, desde que não fosse levar a prova a sério, estava valendo. Assim, mostraríamos como essa idéia havia sido um fracasso, e que não seria com algumas folhas de papel que o problema da educação seria resolvido.
Mas como fomos tolinhos, não é? É claro que o ditador lá pensou nisso e já se preveniu: quem não conseguir atingir o mínimo de pontos (que provavelmente será bem baixo) irá ficar dois meses de recuperação! (y) Quem estuda de manhã, terá de ir todos os dias para fazer recuperação à tarde, e vice-versa. E, depois dessa recuperação, uma nova prova (provavelmente mais estúpida que a anterior). Quem tiver a proeza de ir mal (ou quiser ir a fundo no boicote, talvez...) nessa prova, passará julho INTEIRO de recuperação. Belezura, né?
Aí, estamos todos na merda. Sem ensino de qualidade e ainda tendo que ser marionetes do estado pra mostrar pro Brasil inteiro que aquele lixo de jornal - que não serve nem pra limpar o cú - é a revolução na educação Paulista, quiçá, Brasileira.
quinta-feira, março 27
Show de Horrores
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BeleCroft
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domingo, fevereiro 24
Simples. Assim.
Aí você acorda. E está dentro de um eco, fora de sua cabeça. Tudo parece mais distante, ou mais próximo. Tudo depende do ponto de vista dos jogadores.
E você parece tão pequeno fora de sua cabeça.
Nada mais faz sentido. O céu pode estar vermelho. Os peixes podem voar. Você pode ver.
Não estava lá antes. Ou será que estava? Algo te preocupa. Ou preocupava. Ou preocupará.
E quando você ver, já se foi. E está lá, e está aqui, e de volta, e de novo. Olhe ela ali.
Tudo gira. E girando com o vento. Assoprando o seu destino. Você pode voar, e não precisa de asas.
Não iguais as dos passáros. Mas aqui fora você as tem. Então voe!
E lá dentro você não possue nada. Só a si mesmo. E ainda assim, pode voar.
De um jeito, tudo muda. Mas tudo volta. Não fica como antes. Mas pode ficar bem parecido. Algumas (poucas) coisas dependem de você. E só de você. As outras não. Mas isso não quer dizer que você não possa fazer nada.
Tem alguém te esperando na esquina. Não seria a hora de voltar para casa?
Você consegue. O Mundo gira, nada é para sempre. Todos sabem. Ou talvez, você pode acordar. E tudo está exatamente igual. Você não precisa ir embora, nem deixar tudo como está.
Eu acho que está mesmo na hora de você voltar.
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BeleCroft
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19:13
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quinta-feira, fevereiro 14
Valentine's Day
É, é hoje.
Tudo bem, eu sei que você esqueceu. Eu também havia esquecido, só lembrei por causa daquela imagem comemorativa do Google (aliás, eu adoro aquelas imagens comemorativas xD). Mas Valetine's day nem é comemorado por aqui, então...
Mas o que faz do Dia dos Namorados algo especial? Primeiro, hoje não é dia dos namorados (a propósito, odeio essa data. Não é porque eu não tenho namorado e fico com raiva ou algo assim, só acho uma comemoração desnecessária). Nos outros países (esses que comemoram essa data), o dia de hoje é mais do que presentaer o namorado/a. É presentear aquelas que amamos, mesmo que sejam apenas amigos.
No Japão, o costume é as garotas darem uma caixa de chocolates para os garotos hoje, e eles retribuirem esse gesto no Dia Branco (que eu esqueci o dia exato e não vai dar pra procurar agora).
Enfim, é um dia para demonstrar o amor!
E vocês sabem, "all you need is love, is love. Love is all you need" ♥
PS: Isso foge do assunto todo, mas não dá pra esquecer... Hoje é aniversáio da Lara! \o/ 40 anos! \o/
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BeleCroft
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17:58
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quinta-feira, janeiro 24
Vidro.
E então, depois um longo tempo eu resolvo voltar aqui e postar algo. Não algo que preste, eu ainda não aprendi a fazer isso, mas apenas algo.
Ultimamente eu ando pensando em tanta coisa. Principalmente na fragilidade das coisas. Seja um copo que quebra com uma batidinha sem querer, seja uma amizade perdida ou uma vida que vai sem muita explicação.
E nós somos tão frágeis, tão pequenos. Eu tenho medo. Não da Morte em si, mas nas perdas que vem com ela. E na Morte em todos os sentidos: a morte das coisas, das pessoas, dos atos, do tempo...
É claro, pra algo nascer, algo precisa morrer. Mas não é justo.
Não é justo que algo que você ame se vá. Não é justo que algo que tenha demorado tanto se acabe. Não é justo que as coisas morram.
A vida é injusta. E geralmente são nessas injustiçãs que damos valor. É injusto você morar longe de alguém que você ama, mas se você morasse perto, daria tanto valor à ela?
É injusto que você perca algum amigo ou parente próximo sem ter dito a ele tudo o que queria. Mas se ele não tivesse partido, você não teria percebido e jamais pensaria no quanto aquela pessoa é importante e como você gostaria de dizer isso pra ela.
Acho que só aprendemos "batendo a cabeça na parede", mesmo. Tropeçando, errando, caindo.
Só quando você perde é que você percebe como era bom. Só quando você se vê sozinha é que percebe que preferia a companhia dos outros.
E é só assim, errando que se aprende. (Ou não)
Às vezes eu me pego pensando nas pessoas que me cercam (não só as pessoas presentes fisicamente) e pensando o quanto eu preciso delas e as amo. Penso que eu não sou nada sem eles, que eu preciso deles. Que por mais que eu diga "Eu faço isso sozinha. Eu sei me virar sozinha", no fundo eu sei que não é verdade. Eu não sou porra nenhuma sozinha. Ninguém é. E eu preciso dizer pra essas pessoas que eu as amo, das mais variadas formas, incondicionalmente. Mas nem sempre encontro palavras ou tenho coragem para dizer.
E penso que na hora em que eu estiver morrendo, vou me arrepender de nunca ter feito isso (ou de não ter feito da forma que deveria).
E... não sei, mesmo fazendo toda essa reflexão, ainda não consigo fazer tudo isso. Mas ainda está em tempo (espero!) de fazer tudo isso, um dia. Eu sei, não é certo deixar para amanhã o que se pode fazer agora, mas nem sempre é o momento certo. E acho que pra muitas coisas, o tempo ainda não chegou.
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BeleCroft
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13:57
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segunda-feira, dezembro 17
Então é Natal.
Dezembro! Dezembro!
Dezembro chegou e junto com ele as ruas são invadidas com pisca-piscas, Papai Noel e guirlandas. As ruas se enfeitam e as pessoas parecem mais felizes.
Tudo bem, eu estou um pouco atrasada, minha intenção era falar sobre isso já no dia 1º de Dezembro, mas as coisas não sairam como eu havia planejado. E como é gostoso quando as coisas saem um pouco do rumo: dá aquela sensação do novo, do desconhecido, da surpresa.
Enfim, aqui estamos nós, há quase uma semana do Natal. E aí, já fez as suas compras?
Eu não sei o que o Natal representa para você, se é uma data feliz ou triste. Enfim, ela é bastante significativa, seja pelo motivo que for. Sinceramente, eu não tenho nenhuma história incrível, bonita ou triste para contar. Nada de especial ou alguma tradição marcante. Na verdade, eu nem tenho tantos motivos para gostar tanto desse dia, eu só sei que gosto. Algo em mim parece mudar. E não só em mim, mas na maioria das pessoas ao redor.
Um clima festivo, de amor, de união. Parece que as ruas ficam com aquele cheiro de panettone e todos voltamos a ser crianças.
Mesmo que você não ganhe seu tão esperando PlayStation 3 na véspera de natal, ou não tenha comido rabanadas na manhã do dia 25, algo em você o faz sorrir.
Mesmo que sua tia não acerte mais o seu número de jeans, ou sua mãe se recuse a te dar um carrinho de controle remoto porque você já está "grandinho e merece presentes mais sérios", você está feliz.
Mesmo que você não goste muito de toda aquela comida da Ceia, você está lá comendo.
Eu gostaria de enfeitar mais a minha casa neste ano. Tudo bem, ano que vem eu compenso.
Eu sou aquele tipo de pessoa retardada que você só em filmes americanos, (e que só passam no fim do ano) que passa um tempão arrumando cada canto da casa, vestindo roupas vermelhas e verdes (ainda compro um suéter com flocos de neve e renas. Só quero ver como irei suportar o calor) e cantando aquelas musiquinhas infernais. =D
Mas é tudo tão lindo! Tô até querendo aprender a fazer aqueles biscoitinhos de mel com enfeites.
E, quando eu tiver minha casa, dará para ver de longe aquele monte de luzinha piscando e um pinheiro gigante na porta.
E minha maior frustração é morar em um país tropical. Metade do clima Natalino é perdido com esse calor e a falta de neve. Acho que irei juntar minhas economias para comprar um super ar-condicionado que produzirá neve dentro de casa.
Ah, fazer o quê, é Natal!
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BeleCroft
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14:53
7
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