segunda-feira, dezembro 29

The End

E finalmente, acabou.
Não sei se 2008 foi tão chato para vocês como foi, no geral, para mim. Mas isso é assunto pro post seguinte.

E aí, quais são suas mandingas de final de ano? Não esqueça de preencher todos os seus bolsos com dinheiro e a primeira pessoa que você deverá abraçar à meia-noite tem que ser do sexo oposto; guarde uma folha de louro e as sementes de uva (que eu não lembro se são 7 sementes ou se são sete uvas. Mas o que interessa é que são sete desejos e, na dúvida, faça as duas) na carteira durante o decorrer do ano. Ah, não esqueça das lentilhas!
E seja feliz.

Feliz ano novo, pessoas. Até 2009.

quarta-feira, dezembro 10

Pontapé Inicial

Tudo precisa de um começo.
Seja uma troca de olhares, um simples "oi", o título ou apertar o play. Ou ainda como intitula esta postagem, o pontapé inicial antes de uma partida.
E é exatamente isso que tem me faltado para postar: o pontapé incial. Muitas vezes eu até tenho uma coisa em mente para escrever aqui, ou me surpreendo perdida em pensamentos que renderia um post... Mas acabo sempre me dando conta de que o que está faltando é início.

Por onde começar, como fazer, todas essas coisas simples e fundamentais. Sem dizer ainda das vezes que eu comecei (até que bem) e me perdi num meio sem final. Isso sim é frustrante.
Olhando agora para a página de edição de postagens eu percebi como eu faço rascunhos! A grande maioria é lixo, alguns até tem uma parte ou outra aproveitável e outros que precisam apenas de uma lapidada para serem publicados.

Outro grande problema nesse tempo todo sem postar é que eu acabo falando demais. Sério, a minha boca deveria ter o triplo do tamanho de tanto que eu falo. E nem estou dizendo do fato de falar 156461 palavras por minuto (pra ajudar, eu falo rápido e preciso repetir a mesma frase, no mínimo, três vezes. Mas não sou eu que falo rápido! Como eu já cansei de dizer, são as pessoas no geral que possuem um raciocínio lento e, se eu falar mais devagar pra essas pessoas me entenderem de primeira, eu acabo esquecendo do desfecho da frase e perdendo o meu raciocínio. É um problema estar à frente do meu tempo), estou me referindo ao fato d efalar mais do que deveria. Sabe, sempre acabo deixando escapar aquilo que deveria ser um Segredo de Estado. E o pior é que nem é fofoca ou coisa assim. São coisas minhas, que deveriam estar guardadas no mais profundo subsolo interior de mim mesma (?). Então acho melhor mudar o rumo da conversa (conversa? Isso é um monólogo, isso sim) antes que eu fale alguma besteira.

(...)

Legal, uma aranha gigante e monstruosa apareceu aqui e quis me devorar, no maior estilo Lullaby do The Cure. Mentira, era uma daquelas aranhinhas pequenas, pretinhas e branquinhas que todos falam "ah, elas não fazem nada, fica calma", mas eu acho que elas são seres repugnantes e me deixam estática e com medo. Tanto as grandes como essas menores, "inofensivas". Inofensivas, sei... Elas têm 8 patas! Aranhas são horrorosas e eu só não saio correndo daqui porque preciso terminar essa postagem antes que eu desista como fiz várias vezes. Consegui espantá-la com a régua e agora só preciso voltar para onde eu estava antes da intrusa aparecer (Mas socorro! Ela está voltando e

(...)

Bom, ela voltou e pulou na tela do micro. Nem preciso dizer que saltei da cadeira e chamei minha mãe pra me socorrer. Aquilo que eu havia dito antes sobre ficar e terminar a postagem era besteira. Primeiro eu sobrevivo, depois eu penso em escrever algo.
E, droga, a aranha (que segunda minha mãe "é bebêzinha e não faz nada") conseguiu fazer com que eu me perdesse na história e me fará voltar ao princípio de tudo, que era não ter um começo. Bom, mas eu tive um começo, só me perdi do meio pro final, o que é - se não me falha a memória - o segundo problema que eu venho tendo com postagens. Sem dizer que o fato de ter sido interrompida por ela me fez perder a linha de raciocínio, o que remete ao que eu disse sobre tentar falar devagar e me perder no final.

Sendo assim, acho que o infortúnio da aranha ter aparecido nem foi tão ruim assim. Fez com que tudo se encaixasse e tivesse um final, de certo modo, lógico.

domingo, outubro 12

Truth Box

Dentre vários aplicativos estúpidos do Orkut, encontrei um que além de estúpido é divertido.

A tal da Truth Box é, como o próprio nome sugere, uma Caixa da Verdade. Tu aplica ele no seu profile e pronto, está sujeito a receber mensagens anônimas de todo mundo!
Pro negócio andar mais rápido, existe um espaço do lado direito que mostra as fotos das pessoas que deixaram recados recentemente na caixa de alguém. Você acaba clicando em alguma das fotos que por algum motivo chamou a sua atenção e deixa uma mensagem. Com isso, tua foto aparece naquele espaço e aí é só esperar para ouvir as verdades.
Até agora - apliquei o negócio ontem à noite - só recebi umas bobeirinhas falando do cabelo angelical e diferente (algo me diz que o fato da minha foto ser o meu cabelo tem algo a ver com isso xD) além de umas cantadas bem podres, como "Me joooga no google e me chama de pesquiisa!" ou "Se na reencarnaçao vc nascer formiga... ...eu quero nascer um pacote de balas... hahahaha". Ah, teve uma feliz também que pediu pra eu olhar pra frente porque ela queria me ver.
Mas se foi realmente ela ou se foi ele, eu não sei. Do lado da mensagem aparece um símbolo de feminino se foi uma mulher, o de masculino se foi um homem e uma interrogação se a pessoa não tiver a caixa (porque é possível deixar recados anônimos pras pessoas que têm a caixa mesmo que você não tenha). Mas eu tava lendo em alguma comunidade sobre pessoas que testaram e deu errado. Mulher postava e aparecia o símbolo de masculino e vice-versa. Mas isso é o de menos.

E é incrível como você encontra pessoas... peculiares. Sério, algumas dão medo. Teve uma mulher ontem que eu jurava ser fake, mas não era. Além de uma caralhada de crianças no Orkut (aposto como a mãe não sabe que eles estão lá) que nem aprenderam a escrever.
E como o sigilo é garantido, a diversão também é. Dá até pra puxar um papinho anônimo, já que você pode responder às verdades.

Não dou uma semana pra eu enjoar disso e tirar fora, mas até lá, dá pra dar umas garagalhadas com os comentários e com as pessoas estranhas.
Au revoir.

sábado, outubro 4




Por isso eu escolhi não votar nessas eleições.

quarta-feira, agosto 27

Sem título.

Depois de ficar devendo praticamente uma loja de doces cofexageradacof, retorno parar falar sobre absolutamente... Nada!
Sim, isso mesmo. Sobre nada.

Na verdade, não é que seja um nada, mas é que também não é sobre tudo. Ou melhor dizendo, nada em específico. Porque o nada, nada mesmo não seria nada e não teria o porquê de estar aqui, não é mesmo?

Muito bem, partindo do princípio do nada... Ou seria mais divertido começar do meio? A propósito, o nada tem começo, meio e fim? Porque até onde eu saiba, nada é nada e não tem nada. Uau, que repetição confusa de nadas. E toda essa repetição me lembrou de um problema comum (ao menos eu acho que é comum, porque várias pessoas sofrem desse mesmo... Problema? Loucura? Crise morfológica existencial?) que eu tenho desde que aprendi a falar. Bom, não sei exatamente quanto tempo faz isso, e não sei se isso começou quando eu comecei a falar ou se foi quando eu comecei a prestar atenção no que eu falo (Hahaha, e desde quando eu presto atenção no que falo? Que mentira deslavada. Eu abro a boca e as palavras começam a sair descontroladamente, e quando me dou conta, já falei até o que não deveria. Mas, deixemos isso de lado.). Enfim, o lance é que quando você repete a mesma palavra várias e várias vezes ela simplismente perde o significado!
Você fala a palavra e é como se não a conhecesse mais, como se fosse uma língua diferente ou algo assim. É bem estranho, e quando eu era mais nova adorava fazer isso. Era uma loucura total, dava um barato desgraçado. A minha preferida era "catchup". Ficava repetindo sem parar, em vários tons diferentes até que finalmente ela perdia o sentido e eu achava aquilo o máximo. Ficava rindo e repetindo a palavra sem entender, sabe? Incrível.
Às vezes eu exagerava e acabava demorando pra palavra voltar a ser compreendida pelo meu cerébro. Quando acontecia isso, eu entrava num puta estado de pânico e ficava morrendo de medo. Mas era só as coisas voltarem ao normal para, no dia seguinte, voltar a repetir alguma palavra até ela soar desconhecida. Acho que eu era um pouco viciada naquilo, quase uma dependente.
Imagina, uma criança entra no Narcóticos Anônimos pedindo ajuda pra parar com seu vício esquisito. Okay, melhor parar por aqui antes que alguém comece a achar que eu sou louca.

Voltando ao princípio (ou meio, ou fim, ou dois terços começados, ou nos acréscimos do segundo do tempo. O que você preferir) do nada, o que você fez hoje?
A resposta "nada" não é permetida aqui, tá? Porque veja bem, já estamos falando nada e fazendo nada. Bom, não exatamente. Eu estou escrevendo e você está lendo. Não, na verdade eu escrevi e você é que continua lendo. E na hora que você estiver lendo, que é o seu presente e o meu atual futuro, o que será que eu estarei fazendo?
Dormindo? Lendo? Planejando como dominar o mundo em 16 dias?
Acho que dominar o mundo em 16 dias é meio difícil, não acha? Sei lá, o Bush, o Google, a Coca-cola e o Bill Gates (e mais uma infinidade de pessoas e instituições) já estão há tantos anos tentando e não conseguiram nada. Como eu, uma garota que posta coisas sem sentido no blog, ex-viciada em repetir palavras até elas perderem o sentido poderá, em míseros 16 dias dominar o mundo?
Talvez, se eu seqüestrar alguém importante... Não, não, hackear os computadores da Nasa faria mais efeito. Mas como, se nem ao menos fazer um layout eu sei? No máximo meia dúzia de códigos HTML decorados sem mencionar que eu ainda enfrento problemas em acessar meu próprio e-mail por esquecer a senha. É, esqueçam isso de dominar o mundo (ou esqueçam apenas da parte dos 16 dias).

Quer saber, acho que mais do que pensar no que eu poderia estar fazendo na hora que você estiver lendo (não, eu não virei operadora de telemarketing), eu deveria era estar fazendo alguma coisa agora. Além de escrever, obviamente.
Faltam poucos meses pra eu me formar no Ensino Médio (o que não é grande coisa) e ainda não faço idéia do que fazer. Tudo bem, eu tenho uma vaga idéia, mas é estranho. Desde o dia em que você entrou na escola, na remota 1ª série, tu nunca parou pra pensar no que fazer depois (essa história toda de "depois", de "o que fazer depois?" e "depois blábláblá" já foi falado em uma postagem antiga, se não me falha a memória. Mas esquece isso. Não tem nada a ver com o andamento desse post mesmo). Talvez tu até tivesse alguns pensamentos vagos a respeito, mas como ainda ia demorar pra acontecer, eram só pensamentos. Mas agora essas coisas não estão tão distantes assim e confesso que eu estou com medo. Sempre existia o ano seguinte na escola para dar um apoio, para não ter com o que se preocupar. Mas agora as coisas não são mais assim e o ano que vem ainda é um mistério. Seria tão mais fácil se houvesse um número para ligar ao fim de cada ano, como se fosse o Você Decide (mas, é claro, o final que iria ao ar seria o que você decidiu, e não o que eles quisessem por no ar). Aí você ligava, decidia e pronto. Até porquê, para decidir, você assistiria a uma sinopse de cada um dos possíveis futuros para ter certeza do que decidir e não se arrepender depois. Seria ótimo. Ou não, talvez perdesse toda a graça das coisas.

E só pra finalizar, uma notícia estúpida que não tem nada a ver com nada (e é por isso que ela se encaixa perfeitamente aqui): a Shirley Temple tupiniquim vai virar boneca. Bo-ne-ca.
Oh céus, o fim está próximo. Definitivamente.