sexta-feira, fevereiro 12

Interlúdio

Acontece que naquele dia eu comecei com as colheres. E eu nunca começo com elas.

9 comentários:

Thales disse...

,então eu diria que dificilmente eu tiraria meu nanquim parar marcar com meus traços pergaminhos, talvez até por soar antiquado. Passo a pressionar as teclas e não me impressiono por não ter esboçado nas areias turvas da mente uma imagem com o que me proporia a expressar. Sempre me pareceu mais fácil copiar a mim mesmo com base nos livros que ouvi, canções que vi ou filmes que li, O caminho mais simples nem sempre foi o que escolhi, talvez ninguém o queira escolher mesmo...generalismo genérico.

Thales disse...

Certa manhã eu também havia despertado de sonhos intranquilos (fossem vozes encolerizadas, fossem medos corpóreos, certo é que não fossem eles eu teria perdido a hora) e a primeira ação planejada por meu subconsciente para mim fora dirigir-me ao computador. Dizem que não se deve fazer nada importante nos primeiros trinta minutos depois que se acorda, eu não me importei com isso. A navegação foi tranquila e entre cartas estelares, analises literárias, estudos acerca de lost, melodias e bailados, deparei-me com uma alma que se denominava O oposto e esta alma, por mais que em muito me parecesse exótica e diferente do que eu mesmo definia como minha 'essência' prendeu-me em palavras e fraseados de uma forma rara e fez com que eu desesquecesse meus ensaios

Thales disse...

sobre o Destino.Há quem diga que eu acreditar nele é só uma maneira de ser simplesmente conformista e ignavo sem
culpar a ninguém, ou melhor, exaurindo-me das responsabilidades sobre minha vida.Estes, é claro. tem todo o direito de acreditar no que bem entenderem, este não é o meu ponto aqui, e sim que quando me lembrei do
Destino conclui que eventualmente eu deveria tomar conhecimento daquelas palavras e que teriam importância para mim. Não numa forma de "Os opostos se atraem" ou "Alma gêmea", eu estava despido de qualquer idéia de cunho sentimental ou ideal romântico. O que eu sabia era que aquela pessoa, ou melhor aquela mulher escrevia coisas que brincavam com minhas emoções, por vezes eu estava incomodado com algo, em outras imaginava como
seria conhecê-la e como acabaria vertendo em elogios (o que seria decerto, tido como fato: desconcertante para ambos)pela forma como ela conseguia dar vida e formas a pensamentos que para muitos poderiam ser vistos apenas como desconexas. Outras tantas vezes pensei que não me adiantava pensar nada sobre o que ou como dizer, covarde que eu era e temendo a recepção negativa de minhas palavras eu nunca diria nada, nem mesmo se a pessoa

Thales disse...

estivesse num círculo de convivência em que eu estivesse inserido, como um escritório ou uma sala de aula.
Quem vir este rascunho de texto poderia pensar "como é
que alguém lê um ou dois posts e quer rasgar-se?" eu não
me lembro se disse que interessei-me tanto que em três quartos de hora já havia devorado o conteúdo de anos de
postagem; paciência nunca tinha sido minha maior
qualidade, muito menos em relação a livros, e aquele era
um exemplar virtual que eu tinha o prazer de degustar: o
fiz vorazmente.Naquela manhã e em algumas outras eu quase
sem sentir me guiava até aqueles mesmos textos e esperava novos, eu sabia que a arte não se apressava, sabia também

Thales disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Thales disse...

que poderiam haver 'n' razões para que ela não atualizasse seu território virtual, mesmo assim, eu já devo ter dito, e nem faz tanto tempo, que eu não sou dos
maiores pacientes, aqueles que percebem que paciência é uma virtude. Eu sei que fiquei contente quando o novo post apareceu. e decidi que mostrar-me-ia (ao menos meus pensamentos) ao Oposto. numa curta mensagem em sua
alcova. Não vi o tempo passar quando comecei a escrever,não sei se ou quando ela lerá, não sei se pensará que sou um assíduo leitor ou um quase Annie Wilkes masculino de Louca Obsessão. Não sei se consegui expressar o quão
intensas foram minhas experiências com esta nova escritora. O que percebo é que a palavra Não é uma
constante nesta reta final, talvez o tenha sido desde o ínicio, também nunca fui dos maiores positivistas. Por que é mesmo que um corvo se parece com uma escrivaninha?

オテモヤン disse...

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Rafael "Lupo" Monteiro disse...

Valeu pelo comentário lá no meu blog! O seu tb parece ser muito interessante!

Anônimo disse...

Olá

A maneira com que coloca a palavra é de uma prestesa ímpar. Parabéns.

Nunca houve um momento em que pude dizer que alguém nunca acordou durante a madrugada, ou nunca perdeu o sono por diversos motivos. Seja la por batidas de um coração apaixonado, quanto por outros motivos quaisquer. O fato é que a noite carrega uma energia diferente que nos torna mais receptivo a vozes que nos é oculta, e ficar acordado durante a noite, por pior que pareça, é muito bom para aqueles que podem ou conseguem.

Continue escrevendo

Beijos,
Zenon

PS: estava com problema para logar no google, e por isso coloquei como anonimo.